Em qualquer país dado à caça, a modo grosso ou de fino trato, raramente ocorre ao caçador aprender as lições do predador animal.
Há pessoas pelas quais eu morreria, gajos pelos quais mataria, outros pelos quais cagaria e continuaria assim no ódio e no amor.
Como pode alguém fugir de si mesmo, quando diz fugir da mediocridade a sete pés? Só poderá fazê-lo de um modo: fingir que foge. É a chamada manobra de distracção.
Quando se está metido até à garganta num pântano com crocodilos, é dificil reter na memória que o objectivo, no principio, era secar o pântano.
Quando todos pensam o mesmo, nenhum pensa muito.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Sempre quis escrever uma carta com o mote de mandar todos à merda. Ensaiei-a por várias vezes, mas o resultado pecava pela falta de violência implícita ao mote.
Nunca escrevi essa carta. Ainda deixei por aí alguns recados e postais. Descobri depois que nos momentos em que pretendi escrever sob esse mote me desviei para o relógio e para o vazio. Felizmente, começo a compreender que estes motes originam melhores reacções do que mandar à merda as pessoas. Compreendo também, que nestes anos de vida, muitas pessoas me tenham mandado à merda.
Talvez esteja a ficar louca. Afinal, porque estaria eu a ver uma coisa e o resto do mundo a ver outra? Isso não é considerado loucura?
A verdade é que nunca podemos pensar que só há uma coisa que podemos fazer. Não se pode tomar um compromisso, desde que não se aceite que é uma escolha que se vai fazer repetidamente.
Que os que nos amam continuem a amar-nos; e os que nõ nos amam que Deus lhes mude a disposição. E, se Ele não for capaz de lhes mudar, que lhes volte os ternozelos para os reconhecermos quando coxeiam.
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