Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mais um caso na justiça pelos direitos de autor




Eu já tinha visto esta foto no tumblr e tinha pensado quem no seu perfeito juizo andava com uma t-shirt destas se não tivesse mesmo um namorado angélico. Sei lá, não me parece que seja uma t-shirt gira para andar nos states em que eles são mais que às mães. Digo eu! Ok, se calhar estou a raciocinar mal pois há pessoas que nem sabem que eles existem na vida real e acham que tudo o que se fala não passa de uma série tipo SOA, mas eu não comprava esta t-shirt.

A camisa apareceu no site Wildfox sob a descrição "Hells Angels Hippie Crewneck". Resta saber o que raio os hippys têm a ver com os hells angels?! wtf??

Bem e vocês acham que eles estão a violar os direitos de propriedade do logotipo ou não?

A HAMC detém todos os ativos da IP Hells Angels, que depois licencia os seus Charters e os seus membros. São o que os americanos chama de Marca colectiva. Uma marca de associação colectiva indica a participação numa organização. Tais marcas são utilizadas pelos membros da organização por indicar pertença. É verdade as coisas que eu sei... O clube registou a marca (caveira alada como clue de motociclistas) em 1980 que podem confirmar aqui nos registos do governo norte-americano e como marca colectiva em 1982 - Consultar aqui. Se explorarmos a cena eles tem para aí 18 registos de marca. Tudo resumido aqui.

Hells Angels é uma marca famosa e eles levam a sério (mesmo muito a sério) o uso e o abuso do logotipo e da marca deles. No fundo eles representam a fantasia da maldade junto com a da lealdade e isso bombasticamente dá lucro. Como eles próprios dizem: loyalties not royalties..

Para quem quiser ouvir o advogado do clube a explicar esta história toda na radio pode clicar aqui. Segundo o sr, a ideia deles quando interpõem para tribunal não é punir mas educar. Pronto, como eu estou do outro lado do mundo, posso responder com um LOL?

A verdade é que nem para os supporters e simpatizantes do seu fenómeno eles promovem a cavaleira alada. criaram um outro logotipo baseado nas letras do alfabeto (81 - que é a 8º letra do abecedário H e a 1ª letra do abecedário que é A) para identificar esses mesmos simpatizantes com eles. Nenhum simpatizante com amor à vida terá na sua vida um símbolo não autorizado a não ser o tal 81. Quanto a nós, pessoas não supporters nem simpatizantes oficiais (porque deve haver os não oficiais, como eu, certo?) não faço ideia se podem usar o tal 81. Pelo menos no ebay americano encontra-se muitos patchs e emblemas e vestuário 81 para vender e se eu mandei vir um patch 81 (para recordação) presumo que o 81 na América não obedeça a grandes critérios. Cá em Portugal, como somos um país mais pequenino e os representantes são o espelho do país tenho ideia que o uso do 81 é bem mais limitado... tipo, tu podes ter um patch 81 desde que não saias de casa com ele. LOL

E pronto já começou uma nova novela com estes senhores invulgares das motas e grandes potências do pronto a vestir. A Amazon é um site mundial por excelência e digamos que isto vai ser mesmo uma luta de titans. Eu por aqui que me divirto com isto, vou ficar atenta.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Documentário Espanhol sobre bikers

Interessante um documentário espanhol sobre os Hells Angels. Eu um dia ainda gostava de ver uma grande reportagem sobre eles na tv portuguesa...

domingo, 23 de janeiro de 2011

DVD - Outlows bikers - Raise some hell



Vou tentar passar da parte em que eles metem uma bomba num carro "inimigo" e matam criacinhas ao estilo da ETA. Às vezes o que me chateia nestas cooperações são os danos coletrais das suas acções contra inocentes. Como grupos "gangsters" devia haver um código de conduta leal entre eles, ou seja, mulheres e crianças inocentes estaria fora de questão atingir (no SOA isso era válido tal como a família até dos membros rivais) e as lutas de interesse e de poder ficava só para quem joga o mesmo jogo. Mas essa é a minha forma lírica de ver as coisas.

Outra pergunta que tenho é como é que num grupo destes ultra fechado com regras interiores muito rígidas. Como um agente do FBI consegue lá entrar sem ser identificado? E depois de ser identificado em que parte suspensa fica a vida do infiltrado? E os infiltrados não terão vontade de passar para o lado mais real da vida que representam?

[No fundo estas dúvidas não são muito especificas neste caso. Tenho-as na mesma quando vejo documentários sobre a raça ariana ou sobre hooligans. O principio é o mesmo, excepto que os hooligans estão-se nas tintas se apanham mulheres e crianças pela frente, porque a ideia deles é varrer o que lhes aparece pela frente. Os da raça ariana tudo o que meche não branco o principio é o mesmo: varrer.]

No final das contas até é interessante ver esta questão das "gangues motociclistas" (eu nunca sei como os chamar) dos dois pontos de vista. De um lado os agentes federais que os vêem como criminosos comuns, que usam uma mitologia de liberdade apenas para esconder sequestros, tráfico de drogas e luta pelo poder; e os bikers que se vêem como homens independentes, com força suficiente para lutar pela liberdade que todos os indivíduos tem direito. Mesmo que para isso seja necessário lutar contra uma gangue muito maior – o governo - que finge defender a todos.



Sobre os primórdios dos Hell´s Angels, já li dois livros muito interessantes. Um li em Português de Portugal e outro em Português do Brasil (é que parece que não, mas há uma diferença). O primeiro, de 1966, foi o “Hell´s Angels”, de Hunter S. Thompson. O autor foi um jornalista que conviveu com o grupo. No início via os Hell´s Angels como uma parte do movimento hippie, mas depois começou a ver que havia grandes diferenças. É um livro leve (demasiado descritivo) que mostra o início do grupo, explica porque são chamados de 1% e como eram os seus encontros (espalhafato, drogas mulheres e cerveja). Durante o livro, a visão vai passando do fascínio para uma dura crítica. Mais tarde iria a ser sovado pelos protagonistas do livro e isso até foi depois confrontado à americana num programa de tv

O segundo livro tem o mesmo título, “Hell´s Angels”, de Ralph “Sonny” Barger. Publicado em 2001, conta o outro lado da história. Agora do ponto de vista do então (em 1966) presidente dos HA. Neste livro, fala sobre a filosofia dos HA, das modificações das motas e a propaganda gratuita que ofereceram involuntariamente à Harley Davidson e, principalmente, uma resposta ao Hunter Thompson.
No livro, Sonny conta a sua infância abandonado pela mãe com poucos meses e cuidado por um pai alcoólatra, a ida ao exército com apenas 16 anos, a fundação da filial de Oakland dos Hell´s Angels, as guerras entre gangues, as guerras com a polícia, a luta contra a justiça, as prisões, as drogas, as mulheres, as motos, a vitória sobre o cancro, etc etc. É um personagem polémico, pois defende que para ser livre é preciso lutar.
Lendo este livro, só conseguimos nos questionar até que ponto os motoclubes americanos são realmente criminosos ou apenas usados pela comunicação social e pelo governo? Onde termina o sonho anarquista e começa o crime comum?

Pois neste livro do Sonny consigo fazer esta pergunta, no documentário que hoje estou a ver não. No documentário que hoje estou a ver parece quase 99% que a verdade está na policia e no FBI e na luta contra os criminosos motociclistas. A ver este documentário até consigo acreditar que a policia está com a lei da razão em relação a este assunto.

Este dvd tem 4 episódios sobre os Hells. Os dois primeiros falam sobre os Hells no canadá e todos os 50m gira à volta da luta de poder pelas ruas de Quebec, droga e dinheiro. O 3º episódio não foge muito deste tema, com excepção que aborda já a parte europeia (copenhaga) do grupo. O que me baralha o sistema é que as imagens - as mesmas imagens - repetem-se quer na Europa quer no Canadá. São sempre os mesmos tipos a cumprimentarem-se, é sempre o mesmo dinheiro e a mesma droga a ser mostrada. Para uma pessoa exigente como eu isso não serve. LOL Neste 3º episódio fala-se também do ódio de estimação dos Hell: Bandidos. Que pelo que nos é mostrado, é mais ou menos a mesma coisa, mas com cores diferentes. Uma tipa como eu, que os vê num lado completamente fora da cerca, só consegue chegar a essa conclusão. Nada os diferencia a não ser as cores.

Se me perguntarem se gostei do documentário... ok. É um documentário à americana. Reduz a irmandade dos protagonistas da história - os Hells Angels - ao dinheiro e à droga. E eu, como menina lírica, gosto de acreditar que há qualquer coisa mais forte que os move. Gosto e pronto. Por muito que saiba que o dinheiro e o comércio ilegal de drogas tenha o seu peso (um peso enorme) gosto de crer que há outros valores que fazem movimentar estes grupos de indivíduos. Ver pessoas a morrer com tiros nas costas faz-me impressão. Até no tempo dos cowboys o "verdadeiro" cowboy matava sempre pela frente. Ver ataques à bomba à la moda da ETa é bizarro (a manipulação fácil da opinião publica quando indicam que x casal inocente morreu tinha 3 filhos menores); o simples passeio é sempre mostrado com as notas a correr. Aliás não há nenhuma acção dos Hell construtiva. Nenhuma. Igual a zero. Nem no último episódio quando aborda os mecanismos de inserção deste tipo de grupos. Aliás o último episódio já eu tinha visto em alguns sctachs no youtube. Principalmente a cena do casino que foi das primeiras (se não a primeira) cena sobre eles que vi na net. Restou-me a consolação de reencontrar o "meu" Kit de natal. Oh Lord! He's really a sin!

Se eu gostei do documentário? Não. Achei-o demasiado tendencioso. Não gosto de ser assim manipulada desta maneira. Não vi o documentário como uma reportagem jornalística totalmente imparcial. Aliás dos dois livros e este documentário que já li e vi sobre o assunto, quase que arriscaria a ser politicamente incorrecta e dizer que o que me encheu mais as medidas foi mesmo o livro do Sonny. Também é tendencioso para o lado deles, obviamente, mas foi o que gostei mais (os MC não são organizações criminosas, embora muitos integrantes sejam individualmente criminosos, 2) a polícia exagera muito os estragos causados pelos MC para conseguir eleger comissários ou conseguir mais recursos financeiros. Toda uma teoria muito bem contada cheia de histórias emocionantes, como diz o autor, acima de tudo, história de irmandade para andar de mota, acabar em festas, ter um compromisso com algo e se sentir pertença a um grupo.).

Eu ainda não perdi a esperança de encontrar um livro ou um documentário (de preferência não americano) que não tenta defender um ou outro lado, mas sim compreender o que acontece.

Hoje não foi o dia.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ainda a história Hells Angels versus Alexander McQueen

Os senhores das caveiras montados em harleys ganharam a coisa e lá fizeram um acordo que todas as peças que envolvessem a caveira alada e o logo seriam destruídas. As que ainda não foram vendidas e as que foram também vendidas, pelo que Alexander McQueen está a pedir às pessoas que devolvam provavelmente com promessa de reembolso.

Que consigam destruir o que ainda não está vendido é fácil, agora aquilo que já foi vendido, é contar com a boa fé das pessoas e depois desta novela toda é bem provável que muitas delas não devolvam é nada! Eu provavelmente não devolveria... Depende do amor que eu tivesse à coisa.

Mas engraçado é ver as madames a comentar esta decisão aqui (gosto particularmente deste: women with those pieces are never going to part with them. sorry hells angels, we're not afraid of you!.) ou esta que é muito certa ("I guess some companies think they're above property rights")

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ainda as cópias versus hells angels



Já não lhes bastava o Alexandre a copiar à descarada a feia caveira, agora há em Inglaterra uma empresa de artigos para bébé a copiar o estilo na inspiração do logo. Mais uma vez os srs das motas caíram-lhes em cima e eles recuaram. Que empresas pequenas não têm o poder económico para abrir guerra como o Alexandre abriu. Eu continuo a achar que para quem é anti-sistema, usam muitas ferramentas do sistema para valerem os seus direitos. Que os têm obviamente! Afinal eles também chamam o 112!!!

Para ler aqui

Pessoalmente eu até acho graça ao babygrow.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Harry Potter versus Hells Angels






Até podia dizer que os rapazinhos (motoqueiros selvagens como a revista brasileira os chama) estavam a exagerar, mas não posso dizer. A verdade é que quem olha para o vestido e para o anel só pode dizer que é realmente uma cópia descarada do logotipo do clube motociclista. Mas isto é o pão de cada dia de todas as marcas e pior ainda, de quem não tem marca reconhecida no mercado e não tem meios legais para valer os seus direitos. Porque há direitos de propriedade do autor e não só pelo sentimento de pertença que o advogado dos MC invocaram. Há 7 anos que me movo neste meio de artesanato, design, ideias, autores, internet e livre circulação de ideias e de imagens, pirataria de direitos autoriais.
Quantas de nós não ouviu comentários como "Ah e tal eu não te copiei só me inspirei no teu trabalho" ou "ah e tal, se te copiei só devias estar vaidosa porque é sinal que te admiro muito", "ah e tal, eu vi na net!".
Pois é, o problema da internet facilita tudo e faz parecer que é tudo nosso. Mas não é.

Neste caso, foi a Alexander McQueen que utilizam o logo "cabeça de morte". O vestido, que na verdade se parece muito com uma criação de Alexander McQueen, é utilizado no casamento dos personagens Fleur Delacour e Bill Weasley, cena que está no próximo filme da saga Harry Potter.. (que se não é a cópia chapada do lenço dos senhores imita muito bem)

Aqui está as outras quatro peças que também foram postas em causa pelo clube de motociclistas americanos:


Sinceramente, à excepção da mala, que efectivamente utiliza de uma forma óbvia a caveira alada nas outras peças já não vejo uma cópia descarada mas sim uma fonte de inspiração pois caveiras e asas há para todos os gostos. Penso eu de que. Não deixo de achar engraçado que num clube de motociclistas promovido pelos seus membros como filosofias anti-sistema, utilizem as regras e as leis do próprio sistema quando é para jogar a seu favor... Afinal fuck ou não fuck the system?!

By the way, podem ficar mais esclarecidos aqui, aqui, também aqui (de salientar que o vestido que ela trás é absolutamente lindo!), aqui e por aí fora.

Ou seja o filme acabou de estrear em Londres e já está envolto de uma grande polémica. A verdade é que se goste ou não se goste dos senhores "motoqueiros selvagens" e independentemente de nos estranharmos com o uso da ferramenta legal dos tribunais (sorte da Sra McQueen, que se fosse um anónimo já estava a dar de comer aos peixes), eles têm razão. É deles por direito.

O filme:


O desfile:

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A essência da coisa - Parte III




No livro Hell’s Angels, Thompson preza pelos detalhes e descreve com minúcias as modificações que os temidos motociclistas faziam nas motos: "Com raras excepções, a moto fora da lei é uma Harley 74, uma mota gigante que sai da fábrica de Milwaukee pesando 300 quilos, mas que os Angels depenam até chegar a 200. A Harley é uma hog (porco), e a moto fora da lei é uma chopped hog (porco retalhado).

É nas descrições dos combustíveis que Thompson aprimora os detalhes. O cardápio de um hell’s angel numa jornada de dois dias era o seguinte: cerveja, mais cerveja, mais cerveja, vinho tinto e anfetaminas para se manter acordado.

Particularmente antológicas no livro são as descrições da "sensação de liberdade" nas enormes viagens em filinha pelas estradas e a descrição do clima pesado de bebedeira e violência dos encontros. Thompson procura filosoficamente o surgimento dos Hell's Angels com citações notórias, na abertura de cada capítulo.

Depois quando andava à procura de uma foto para ilustrar o post encontrei este artigo sobre os senhores da caveira alada.

domingo, 6 de junho de 2010

A essência da coisa - parte I

Já comecei a cuspir terra batida, dentes e óleo... mas eu vou ser forte. Vou conseguir ler o livro (discretivo como o raio) até ao fim...

sábado, 5 de junho de 2010

Feira do LIvro



Vou ali ler o livro e já volto... Vamos lá ver se eu consigo perceber a essência desta coisa...