Sei que não tenho vida. Perdi-me... ou então, bem, ou então foi ela que me perdeu a mim. Sorrio ao encanto do dia-a-dia... sorrio às cores que nunca vi, aos sorrisos e às lágrimas que não senti e, por vezes, até às tormentas que quase esqueci.
Sorrio... porque o nada também respira paz... ancorada ao vazio, é certo, agregada àquela esquecida sede de viver repleta de vozes que se ouvem cada vez mais suaves.
Se tu pudesses ver...
Talvez um dia, enfim, me pudesses conhecer.