Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010



A memória pode ajudar a recuperar o espaço de tudo aquilo que ainda não se teve. Sim, espero uma coisa qualquer diferente daquelas que sonho todas as noites que me agitam e alagam-me de suor, tanta sombra negra, tanto peso, tanto espaço vago dentro de mim. É pelo amor que vamos, mesmo que não o encontramos...

Apetece-me recordar mas a memória é um sitio muito inquieto. Apetece-me voar e talvez voe. Abro as asas e noto como sou leve, gazoza e leve e elevo-me, parto, vivo numa bolha de ar. Tento entender a ideia de infinito, de imortalidade, de eternidade, mas reduzi todas as ideias, suposições a uma pequena luz que roça como um beijo na minha testa. Olho para dentro de mim. Às vezes dentro de mim não há ninguém.

sábado, 12 de junho de 2010

Overdose

Apesar da overdose ter terminado, permanece um rasto por todo o lado, que o passar do tempo, em vez de ajudar a apagar, parece crescer.
Ele sabe que voltarei, até se dar o milagre de conseguir resistir a mim mesma. É uma danação a que me condenei, é o pequeno inferno que escolhi para me perder, e de que só me salvará se um anjinho gorducho me enviar para um mundo mais puro e redimisse a minha alma perversa voluntária.
Vagueio pelas ruas com a esperança de que ainda, um dia, heide ser capaz de deitar as mãos ao pescoço dele e apertar, apertar, apertar, apertar... sem me importar com todo o vazio que se seguirá.