Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

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domingo, 15 de maio de 2011

Feira Criativa e Tarde no parque

Sábado foi um dia difícil. A J. tinha-me magoado (acho que ela 1ª vez) e que me fez questionar a nossa amizade. Na noite anterior ponderei faltar à feira mas depois de conversar com a Mz lá dormir sobre o assunto e fui à feira. Não foi uma feira fácil para mim. Se a 1ª me correu muito bem esta não me correu nada bem. Às 4 da tarde ainda só tinha vendido 2 pares de brincos. Valeu o final da tarde e a paixão da reciclagem por um moço que passou e que depois trouxe mais clientela. O dia estava muito quente não me ajudando a ficar mais bem disposta mas a cereja no topo do bolo foi terem-me oferecido um brigadeiro que me caiu mal e estava a desmanchar a banca e... vomitei-me toda. Verdade que me senti uma princesa a vomitar com uma grande plateia à minha volta a verem se eu precisava de alguma coisa. De repente só se viu pessoas a correrem à procura de lenços de papel, a C. foi comprar chá, a Mz e a MH a desmancharem a mesa.. ehehehe o que eu faço para chamar a atenção!!!

À noite fomos todas jantar ao novo restaurante Francesinhas e bitoques mas eu não comi moelas. Foi mesmo canjinha e peru gralhado. ahahahaha Apesar de haver nos amigos coisas que nos magoam, há mesmo "manas pa vida" e com esforço e lealdade relativiza-se e passa-se à frente.



No domingo fui ao evento do "Eu sou como tu". Bem eu fui mesmo brincar com a Sofia. Que tarde bem passada. Que lufada de ar fresco na minha alma.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011




Por aqui a gripe vai-se batendo com o cêgripe e está agreste. Infelismente não tenho vida para ficar em casa e lá tenho de me arranjar para sair de casa e por exemplo ir pagar o toldo e a pub na porta e ir à loja do cidadão (só de pensar quase que perco a coragem) para tentar perceber porque é que a minha conta certa da EDP passou de 24 euros para 16. (não me queixo mas qualquer coisa vinda daqueles tipos é de desconfiar)

Whatever, saio do projecto da mota para o projecto da mochila e ontem comprei quase 24 latas de cerveja e deitei fora o conteúdo. Não gosto de cerveja pah! Só eu que me meto nestes filmes: comprar coisas para ficar com aquilo que os outros deitam para o lixo!

Acabei por fazer o 1º carregamento do ano do telemovel - não tenho escolha, é um nº de trabalho e o único que tenho, não posso ficar incontactável para sempre - e ontem tive a reunir os telefones e os cartões que tenho. Ía deitar os cartões fora quando de repente se fez luz... se eu ando a fazer pregadeiras e aneis com teclas do teclado do pc, porque não fazer qualquer coisa daquilo? Alguma vez aquilo teria verdadeiramente uma utilidade! Why not? Das teclas do telefone uma vez vi uma pulseira com elas, mas penso que eram dos nokia, porque o miolo do teclado é altinho... whatever...
Com o telefone com 7,50€ e o retorno das mensagens gratuitas agora é que começa mesmo a prova de fogo. É muito mais facil resistir a qualquer tentação quando não temos as ditas debaixo do nariz. Para pouca compreensão de muita gente. By the way eu não quero (MESMO) fazer do sábado passado um sábado oco e falso. O objectivo deste ano - aliás o único objectivo declarado este ano - é "free ride", e para isso é MESMO preciso sair da toca.

Hoje acordei com esta canção na cabeça:

sábado, 1 de janeiro de 2011

O Deus das pequenas coisas

No natal recebi um livro chamado "O Deus das pequenas coisas" de uma autora indiana Arundhati Roy. Fascinada pelo titulo li o livro quase todo nessa noite. O que são as Pequenas coisas? A natureza está cheia de pequenas coisas que quase ninguém dá atenção: São os besouros de barriga para cima a lutarem para se endireitarem esticando as pernas, as cores das borboletas a saltar de flores em flores, aranhas a tecer pergaminhos, formigas trabalhadoras, a parte apodrecida de um tronco de uma árvore, cigarras e grilos a cantar, os peixes miúdos a fugir de peixes maiores, ostras a produzir pérolas, lagos a reflectirem-se como espelhos, o céu em 7 cores quando chove e faz sol.

As pequenas coisas são aquelas esquecidas pelo nosso dia a dia apressado: o telefonema para dizer apenas "Gosto de ti"; "Como vais indo?"; "Estou com saudades"; aquele sorriso de "Bom dia" acenando que está tudo bem; o "obrigado", o "por favor" e o "desculpe". É o parar tudo para ir caminhar e respirar o ar fora das nossas paredes (físicas e mentais)admirar o sol ou a chuva, a lua num céu de estrelas: é o beijo inesperado, o toque "fora de horas". Há muito tempo que eu desconfiava, mas agora sei que as Pequenas coisas são as mais importantes.

As Grandes coisas permanecem dentro de nós e são sempre urgentes, têm alarmes infalíveis, nunca são esquecidas. As Grandes coisas são nos necessárias mas limitadamente, porque quanto mais gigantes se tornam, mais fazem do nosso dia a dia um lugar oco, vazio, sem som e pior do que isso: fazem-nos esquecer o que realmente importa.

Os nossos dias podem ser mais felizes se nos agarrarmos mais às Pequenas coisas porque, no final, são elas que fazem a diferença. Nos últimos tempos ando mais observadora do que já era. As Pequenas perdas, os Pequenos sonhos e desejos, os Pequenos sorrisos, as Pequenas dúvidas, os Pequenos sustos e surpresas, as Pequenas lágrimas, as Pequenas descobertas, as Pequenas certezas, os Pequenos mistérios, as Pequenas lembranças.
"Sempre"