Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Apenas diferente





Não gosto de fachadas.
Talvez por isso, não sigo o rebanho. Embora haja quem pense que sim. Vivemos em sociedade, temos algumas regras a manter se quisermos conviver socialmente. Tem de ser e é obrigatório pois há coisas que é impossivel fugir. Mas, no modo geral, não consigo fingir a felicidade, a amizade, o amor.
Não entendo o porquê, as vantagens, desse modo de ser. As pessoas que o fazem provocam-me sentimentos que preferia não ter.
Por vezes penso que vivo, num mundo só meu, uma realidade paralela.
Ando cansada da maioria das pessoas e das suas atitudes. Não tenho pretensões de ser a única. Até porque não acredito nem em únicos nem em únicas. Há tempos conheci um que se intitulada o "unico" e chocámos, pois gosto também de pessoas humildes e não de pessoas arrogantes com a mania que são o supremo da sabedoria.
Detesto aqueles que dizem ter descoberto o caminho e insistirem que todos estão errados e só o caminho deles é que está certo.
Mas recuso-me a ser, igual, a ir na corrente, mais uma no meio da multidão.
Prefiro isolar-me voluntariamente. Isolada, mas não só.
Felizmente tenho os amigos e a família como porto de abrigo.
Prefiro o essencial ao acessório.

Tudo isto para vos dizer que, hoje, decidi adoptar uma ovelha.
Não obedece aos padrões ditos normais. É negra, como convém, e anda por aí.

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