
O relógio não pára, mas a vida dela suspende-se no dia a dia. À vista desarmada, fica exposto um corte, um retrato da primeira parte de uma vida. Há um companheiro ausente.
Ela passeia-se por uma cidade que já não reconhece. A decisão de não parar de viver aos 40 anos está tomada, mas a vontade de recomeçar de uma forma diferente é irreversível.
Acompanha-a uma fina ironia do destino. Um pó que fica a pairar sobre os sentidos, que reconhecem que há dias exactamente assim na vida de qualquer um.
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