Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...
domingo, 13 de maio de 2012
4 meses. 4 meses de Pikaxu
4 meses. Passaram 4 meses do dia em que trouxe um cãozinho super assustado e magoado da rua. O cãozinho que levou quase 48h a fazer cócó nos primeiros dias, que pedia minuto a minuto cafoné e dormia sempre a gemer muito como quem tinha pesadelos. Uma dona à força que não percebia nada de cães e que nunca os quis ter porque tinha um apartamento pequeno e achava que nunca ía lidar bem com o assunto.
As primeiras semanas de incerteza, de choros constantes porque não sabia como passeá-lo, como acalmá-lo, como fazê~lo comer ração, porque tudo era uma novidade, porque depois da sacha a insegurança era muita, porque era uma mudança muito grande na minha vida e tudo junto ficou uma grande bola de neve. A agressividade para com outros cães era muito difícil de lidar, a primeira luta (com o Darwin que já não mora no bairro) quase me fez desistir.
Os gatos e a comida da rua era uma luta (canseira) constante. Ainda hoje o é.
4 meses. 4 meses de aprendizagem mutua. Quem me viu e quem me vê. Hoje já sai de casa para o jardim da frente sem trela. Já anda no parque da macaca sem trela. Já corremos e brincamos juntos à bola. Sentamo-nos e ficamos a ver a paisagem a dar cafoné um ao outro. 4 meses de grande cumplicidade.
Com o Picaxu sinto-me menos sózinha. As depressões que tinha sucessivamente foram se atenuando. Deixei de ter necessidades de fazer filmes e personagens ficticias para me sentir bem e deixar o passado no passado. Sinto-me mais eu com o Pikaxu. Para quem nunca acreditou e foi sempre uma céptica em relação a ter cães em apartamentos, hoje sou defensora de que se deve ter, faz bem à alma e comparado com o que eles nos dão é brutal! Ninguém devia morrer sem ter adoptado um companheiro destes. Olha-se a vida de uma maneira diferente. Mesmo para quem tem filhos e conheço quem tenha adoptado cães para aumentar a auto-estima e a segurança dos filhos e resulta!
Hoje domingo fomos ao parque. Há por lá animação humana. Tivemos a fazer um workshop de sais de banho. Quer dizer, a dona fazia o pikaxu cheirava. Até desistir e passar a ver as vistas. O que não achei muito normal foi a presença de uma escola para cães que mandou-me logo prender o meu cão porque desestabilizava os seus cães. Não é suposto os cães de uma escola canina serem treinados para não se desestabilizarem? Lá o prendi, lá respondi que não percebia bem porquê (e eu que já fui uma defensora acérrima da trela - pela boca morre o peixe) porque o Pika aproximou-se todo contente com a cauda a abanar e quando sentiu eu pôr a trela é que tomou uma atitude mais agressiva. Aprendi que eu devia tê-lo chamado e posto a trela longe para ele não associar trela com perigo. Penso eu de que... Foi uma demonstração de deita, senta, fica, rasteja... chamaram a isto um workshop canino de preferência sem outros cães. Weird...
Adiante... Foi uma manhã muito bem passada. E agradeço do fundo do coração ao Eusoucomotu e à Maria Wild pela infinita paciência que tiveram comigo no inicio do Pikaxu. Ainda há muita coisa a ser limada e aprendida, principalmente eu que tenho de aprender a ficar menos ansiosa por o deixar em casa sozinho e ainda o encontro com outros cães ou sozinho à minha espera na entrada de estabelecimentos comerciais. Mas com o que aprendi em oliveirinha com o Fernando Silva e com O clicker devagarinho vamos chegar lá...
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Sweet messages