Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Temos de ir na maré. O mar não recusa nenhum rio. A ideia é permanecer num estado de partida constante, chegando sempre. Poupamos em apresentações e despedidas.


A viagem não exige uma explicação, apenas ocupantes.


É como chegarmos ao planeta com uma caixa de lápis. Podemos ter oito lápis, podemos ter dezasseis lápis, mas tudo se resume ao que fazemos com eles. Com as cores que nos deram. Não importa desenharmos dentro das linhas, ou colorirmos fora delas. Para mim, temos de colorir fora das linhas. Temos de colorir fora da página. Não podemos ficar oprimidos.

Quem somos baseia-se sobretudo nas escolhas que fazemos. Ou em assumirmos responsabilidades. Só somos considerados responsáveis, culpados, admirados ou respeitados por coisas que fizemos por nossa livre vontade.


Vivemos com as nossas antenas a baterem umas nas outras, continuamente no piloto automático das formigas, sem que nada de humano seja exigido de nós. Pára. Segue. Anda aqui. Conduz ali. Todas as acções visam a sobrevivência. As comunicações limitam-se a manter a colónia das formigas, prosseguindo de uma forma eficiente e delicada. "Aqui tem o seu troco". "Saco de papel ou de plástico?" Cartão de crédito ou de débito?""Quer ketchup?" Não quero ser uma formiga. Quero movimentos humanos verdadeiros, quero vê-lo, quero que me veja. Não quero prescindir disso, não quero ser uma formiga.

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