Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A entrevista...

Eu não vi a entrevista com pena minha. Mas graças a Deus tenho a minha Dina que explicitamente foi metendo tópicos no facebook sobre o que se ía passando. Como eu não vi mas pelo que me apercebi pelo que li não perdi grande coisa pois vai ficar tudo na mesma. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E os remediados cada vez mais remediados...

Tópicos da entrevista pelos olhos da Dina.
- Como não se queria mudar a forma de cobrar impostos, vamos continuar a aumentar os impostos somente sobre quem trabalha. Mas não é extraordinário estarem a roubar dinheiro à descarada.

- O Min ainda não sabe bem o que vai fazer... mas vai continuar a lixar tudo e todos menos os que por acaso só vivem da bolsa e nem sequer trabalham... já repararam que esses não terão aumento de impostos? Muito bem... ah e não podemos falar na despesa ... pois, o que se está a fazer não é reduzir a despesa mas sim aumentar impostos...

- Nada é surpresa para o ministro. Tudo foi negociado com a troika ... o relatório da troika disse que era preciso reduzir ... custos, gastos , mas não especificou que era para acabar por exemplo com os transplantes, nem com o apoio às pessoas. Talvez a troika pensasse que era cortar em despesas desnecessárias...

- Encontraram o defice muito pior do que estavam à espera e a culpa foi do governo anterior... pois claro ... ainda vamos passar muitos anos a pagar o governo anterior.

- O MinFinanças engana à grande e à francesa, mas nem sequer o sabe fazer. Fala como se fossemos todos tontos e não percebessemos o que eles estão a fazer.

- Ah pois, não vamos ajudar os bancos. claro...

- Esclarecedora a entrevista, mas o principal ensinamento é que se eu viver só de dinheiros que não venham do meu trabalho estou descansada e não tenho imposto em cima, excelente.

- Foi bom saber que afinal não se pretende mudar a forma de taxar os portugueses para não complicar o programa e a forma mais fácil de arranjar o dinheiro é mesmo aumentar os impostos tal como existem, ou seja também percebemos que não vai haver redução de custos onde realmente eles existem, vamos continuar a optar por considerar que alguém que trabalha e tem um ordenado de 1500€ é rico por isso pode pagar ainda mais impostos.

Nota minha: Os ricos somos nós, os trabalhadores são eles! Tal como o sr Amorim já explicou!

E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?....... um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis

Almeida Garrett in "Viagens na minha terra"

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