Mas adiante que não é isso que me faz confusão. O que me faz confusão nestes ambientes é a fraca individualidade das pessoas. Não condeno a união. Não condeno o espírito de grupo. É necessário como já disse para estes grupos resultarem. Mas há limites. Um seguidor que encarne as directrizes do grupo tem de as respeitar (obviamente). Não faz sentido andar cheio de patchs se depois é só para o cenário. Estará eventualmente pronto para defender aquelas cores até às últimas consequências. Até aqui também não me faz confusão. Apoia - assume.
O que me faz mesmo confusão é intervenções destas. Obviamente que apaguei os intervenientes porque não os conheço a não ser virtualmente e aqui só me basta para exemplo da minha confusão.

O que me faz confusão mesmo é porque um individuo que traz consigo os patchs que acredita (parto do principio que apoia e acredita) não pode ser só um individuo que apoia a corporação. Porque é que ao se juntar a pessoas que não apoiam esse grupo ou nem sequer estejam dentro do circuito apoiante desses grupos poderão eventualmente ser conotados como apoiantes e até sofrer represálias (em casos extremos). Porque é que um individuo apoiante de uma causa corporativista não pode ir a uma festa juntar-se a tantos anónimos sem vir alguém dizer que muito provavelmente vai trazer problemas aos promotores do evento ou coisa que o valha? Uma pessoa não é individual? Não responde por si e só por si? Vá lá, o máximo que poderá responder será também pelo tal grupo corporativista que apoia. Mas o outro clube vai ficar associado aos tais patch porquê? Porque tem um membro ou um amigo que assume que apoia um circuito diferente dos deles?
Juro que isto me faz confusão. E um dia gostava que me explicassem porque é que o tal corporativismo vê tudo como um todo e não separa águas. Para utilizar uma metáfora que em tempos fui bem criticada por usá-la, os militares sempre se juntaram aos civis sem ser criticados. Os civis é que não se juntam aos militares sem convite. Mesmo em pleno convívio eles sabem que os militares vão ser sempre militares e os civis sempre civis. E cada um responde por aquilo que é.
Porque fui criticada fortemente por esta metáfora? Porque os ultràs usam-na bastante e quando cheguei ao mundo das motas, no forum motonline, useia-a para expressar num ponto de vista semelhante a este. Na altura só me faltaram chamar boa pessoa. Que o futebol não tinha nada a ver com a malta das motas. No mundo das motas toda a gente se dá bem e ninguém anda à porrada por causa de clubes. Sim sim sim. Na altura dei o beneficio da dúvida, mas depois cheguei à conclusão que grupos corporativistas funcionam todos da mesma maneira. Ou seja os meninos da motonline queriam que eu acreditasse à força no pai natal.
No fundo os mcs são as claques duras, mas com outro tipo de objectivos e percursos. Dentro da realidade de cada uma claro está. Com o devido respeito (e acreditem que estou a ter) no futebol tb há um espírito 1% em certas claques. Que é o tal espírito corporativista.
E adianto que já na altura das claques - no tempo que pertenci a uma - este tipo de questões já me faziam confusão.
A mim faz confusão a perda de identidade que estes tipos perdem. Passam a não falar por eles próprios mas em função de um grupo. É grave.
ResponderEliminarPerdem a identidade por causa do corporativismo. É consentido essa perda porque assinam um compromisso de cooperação quando entram para grupos como estes. Mas isso não me choca porque é uma opção deles. O que não é normal é ficar implícito que os que os rodeiam têm de pensar como eles.
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