Ele: Em que é que acreditas?
Ela: Na vida?
Ele: Em tudo. Tento ler-te e tenho-te como um livro aberto mas sinto que vivi o terceiro volume de uma outra história que desconheço.
Ela: Sou das pequenas coisas.
Ele: Então achas que és dona de ti, é isso?
Ela: Também não. Estou a tentar ser uma pessoa melhor, a cada dia, até mesmo quando sou má. Sou boa a ser má. SEMPRE fui. Quero ser a melhor em tudo o que faço, mesmo que para isso me esconda cá dentro, como naqueles dias em que acordo com a luz do amanhecer e a última coisa que quero é sair da cama. Sou boa a embrulhar-me nos lençóis da alma, da mesma maneira que sei andar de peito aberto, sem medos.
Ele: Não é possível, toda a gente tem medos!!!
Ela: Sim, eu sei.Mas eles ganham volume se acreditares neles, tal qual como os monstros debaixo da cama. Ou os monstros que alimentares dentro de ti. Os medos são monstros que ou tu dominas ou não. Nesta fracção de segundo a escolha é simples: vives ou deixas viver?
Às vezes tudo o que há a dizer, deveria ser dito sem palavras, num silêncio.
Às vezes as pessoas podiam ler a minha mente e perceber o que na verdade sinto e acho.
Às vezes mais valia nem escrever e nem dar importância.
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