
Cansada. É como me sinto. Cansada. Para além de estar cansada de fazer agendas, marcadores de livros e colares camafeu, também estou cansada de a minha vida extra trabalho não me dizer quase nada. Nem é por falta de convites, embora não tenha tantos como gostaria de ter, mas compreendo que ao fim de tantos "nãos" meus as pessoas deixem de sugerir. Não me apetece socializar, não me apetece divertir-me, não me apetece. E isso reflecte-se depois no dia a dia, no vazio que transformei a minha vida no último ano que agravou com a ida da Elisabete para Espanha, pois era a única que me arrastava de casa para a rua.
Detesto o natal. Detesto o ano novo. Detesto o natal que me obriga a jantar com uma família que pouco ou nada me diz, conversas de circunstância, na maior parte conversas de merda. Detesto o ano novo porque nos obriga a sair e a divertirmo-nos quer nos apeteça ou não. Ano novo, vida nova e fica tudo na mesma. Literalmente na mesma.
Um dia destes, no meio das agendas, camafeus, marcadores de livros e abre garrafas heide ir à procura dos objectivos que tinha ao começar este ano e ver o que foi concretizado. Provavelmente pouca coisa. Aquilo que planeei não aconteceu e aquilo que não planeei aconteceu. É sempre assim. Não muda.
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