Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Embora doa

Não dou grande importância a nada, as coisas acontecem à minha volta como um sopro de vento. Como se cá dentro tivesse todas as respostas de que preciso e mesmo sabendo que posso contar com amizades fantásticas, é preciso que seja eu a minha melhor amiga para continuar a acreditar.
Julguei que tinha perdido a vontade para sempre. A vontade dos dias de sol. A vontade dos sorrisos. A vontade do ruído. A vida é o ruído que nós lhe damos, mesmo no silêncio da paz que sabemos inventar.
Finjo que só o tempo presente conta, e que o futuro vai ser uma janela aberta de coisas nunca imaginadas. Aquelas que eu amei, não sei que vento os dispersou no mundo...
Não sei se vou recuperar o que for. Não sei se se recupera o que se perdeu para sempre. O meu peito tornou-se, aos poucos, um sitio mais simpático, com menos raiva, com a dor mais localizada, com a tristeza no sitio certo.
O tempo não cura nada, mas dá uma dimensão menor à dor que se vai aninhando numa parte sombria de nós, sem consolação.

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