
Herdei um portátil no sábado. "Ah fica com ele que eu para onde vou não preciso dele". Podia ter me deixado a pen carregada para eu navegar na net, mas não, foi só um computador velhote, cheio de pastas e pastinhas com milhares de fotos e imagens e documentos e semi documentos e números de telefone, e mensagens e cartões e passwords de cartões... A sensação que tenho é que herdei uma bomba relógio e não um portátil...
Há uma frase que não me sai da cabeça. "Promessas são dividas". Há outra frase que não me sai da cabeça "Não é bera é perigoso". Não sei se tenho força suficiente para apagar tudo. Sim, tenho a certeza absoluta que não tenho força suficiente para apagar tudo. Vou comprar 1 pen de 8Gigas (deve chegar) gravar tudo para lá e escondê-la muito bem escondidinha para não me lembrar onde a puz. Esta deve ser a minha cruz. Deve ser por isso que "grande parte do que acontece" é minha.
A memória volta sempre sem que se possa fazer nada para evitá-lo. Os dias antigamente eram todos diferentes. Não tenho vontade de voltar a sitio nenhum. Nem de ficar. Se ao menos eu não pensasse em nada! Acho que dentro de mim deixou de haver alguém. Não sei onde vou encontrar coragem... Não sei se é coragem o que se encontra.
Deixei tudo como deixaste
Só retirei os espaços em branco
Acredito que tenhas mais que fazer
Do que carregar com espaços feito de nada...

Eu prometi. Eu prometei portar-me e vou cumprir. A tentação é diabólica, mas tá prometido. Embora saiba que se me portar bem nunca mais vou ver sequer a sombra. É o mau que há me mim que o traz até aqui e não o bom. E isso entristece os meus dias. Tira-me do beco, mas deixo de ver o sol.
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