Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tempo



O relógio não pára, mas a vida de Helena suspende-se dia para dia. À vista desarmada, fica exposto um corte, um retrato da primeira parte de uma vida. Há sempre um companheiro ausente. Helena passeia-se por uma cidade que já não reconhece. A decisão de não parar de viver aos 41 anos está tomada, mas a vontade de recomeçar de uma forma diferente é irreversível.
Acompanha-a uma fina ironia do destino. Um pó que fica a pairar sobre os sentidos, que reconhece que há dias exactamente assim na vida de qualquer um.
Uma aventura tremendamente mortal.
O tempo não pára e não me deixa escolher.

A Helena é simpática, sincera, séria, mas sem muito mais do que isso. Dizem que tem charme. Mas nem sequer sabe se será verdade. Helena é um ser hesitante, mas dotada de sentimentos elaborados. Detesta seitas e irmandades. Mas o conceito fascina-a. Sente uma espécie de amor/ódio por essa cultura. Helena é uma pária.

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