Estou cercada desde o inicio. Rodeada de fantasmas que se estende para lá do horizonte. Misturo no meu pensamento inocência, crueldade, sinceridade, malvadez. É por isso que cedo tantas vezes ao delírio e à fantasia. Mas a verdade vai-se insinuando, terrível; como se descascássemos uma cebola com uma faça aguçada. Sobrepomos camadas translúcidas à medida que nos aproximamos do centro. Soltam-se as primeiras lágrimas.
Mais tarde surge um puzzle. As peças são obviamente brancas e negras. O ciclo fecha-se quando se coloca a última peça.
Quem tem coragem de fazer o xeque-mate ao rei?
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