Eu, que tanto queria ser quem ele dizia que eu era, desesperadamente entreguei-me (ou estraguei-me?) É fácil dizer assim, que o fim é isto. Não é fácil, esquecer não basta. Mas sim, era o principio dum fim anunciado. Desliga-se o fio e a luz apaga. Projecta o filme, que outro já ele é. É isso: recomeçar do nada. É a verdade novamente enganada.
O que sinto por ti é uma coisa que põe em jogo todo o eu e não apenas uma parte de mim.
Em dias assim, apetece-me partir. Mas já vi como fico quando desapareço. Dura batalha para quem caminha entre um sonho e outro sonho. Por isso, quando se vai nunca se vai só. Será que a solidão se pode celebrar em solidão?

Tinham compreendido que o outro lado do mar está ocupado e silencioso e que não tem fim. Um dia eu vou embora e não volto mais.
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