Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

sábado, 12 de junho de 2010

Overdose

Apesar da overdose ter terminado, permanece um rasto por todo o lado, que o passar do tempo, em vez de ajudar a apagar, parece crescer.
Ele sabe que voltarei, até se dar o milagre de conseguir resistir a mim mesma. É uma danação a que me condenei, é o pequeno inferno que escolhi para me perder, e de que só me salvará se um anjinho gorducho me enviar para um mundo mais puro e redimisse a minha alma perversa voluntária.
Vagueio pelas ruas com a esperança de que ainda, um dia, heide ser capaz de deitar as mãos ao pescoço dele e apertar, apertar, apertar, apertar... sem me importar com todo o vazio que se seguirá.

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