Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

sábado, 3 de abril de 2010

Há coisas estranhas. Pareço que ando em círculos; como se fosse um satélite de mim própria. As pessoas são diferentes, mas as situações semelhantes.

Ajudar a crescer alguém é fazer bem a alguém ou forçar algo que não estava previsto nela? Porque dói sempre tanto ajudar a abrir os olhos a alguém, a fazê-la sair do seu casulo para o mundo real? Quem perde? Quem ganha? Ou melhor, o que se perde? O que se ganha?
Eu não tenho respostas...

Quando Fernando pessoa diz que o melhor do mundo são as crianças, não concordo. Quando ele fala das crianças fala como se nunca tivéssemos a relação de encantamento com a vida que elas têm. Mas não é assim. Basta que não queiramos desistir de ser o melhor do Mundo para alguém. A grande maioria das pessoas têm dificuldade em entender que entre as pessoas muito, mas muito doídas, as mais saudáveis são as mais agressivas, porque ainda acreditam na disponibilidade dos outros para compreenderem todo o azedume que assim comunicam. Já as pessoas que mastigam a dor, vão morrendo aos poucos para a vida, sem que ninguém dê por isso.
Não são os sentimentos maus que doem, o que dói a sério é a solidão de não os podermos deixar de sentir, sem que ninguém entenda ou acolha...O que é enlouquecedor não é termos sentimentos de uma violência indescritível. A loucura não é imaginarmos que nos apetece matar alguém. A loucura é a consciência de que não há rigorosamente ninguém com quem possamos compartilhar esses sentimentos e que nos ajude a pensá-los.

As pessoas acreditam piamente que se não controlarmos os maus sentimentos, serão eles que nos controlam a nós. Ora isso não é verdade. Quanto mais fugirmos dos maus sentimentos mais eles nos perseguem e assustam, e mais se impõem dentro de nós.

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