Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A cauda da Europa assenta-nos bem.

Assistimos esta semana a um período muito estranho da vida nacional, diria mesmo, surrealista, com golpes e contra golpes preparados por centrais de informação que agora devem ter baixado de intensidade - mas que deixaram a imagem de Portugal bastante debilitada sobretudo no estrangeiro e os portugueses perplexos.

O país da indiferença, começa a olhar preocupado para as lutas que se travam ,e, em breve, quando aumentarem os juros daquilo que comprou a crédito, designadamente, casas e equipamentos ,vai haver protestos, porque o dinheiro vai custar mais caro com o descrédito em que o país mergulhou internacionalmente.

Os especuladores, agora, vão exigir mais juros pelo dinheiro que emprestarem a Portugal.
Está a caminho uma tentativa, (subjectiva ou objectiva) de descrédito, e de fazer cair o Governo como propôs o líder da Madeira. Só não avança mais, porque os partidos sabem que umas eleições próximas, provocadas, não alterariam substancialmente o quadro parlamentar, salvo provavelmente, para o PS.

O cepticismo, do conhecido e prestigiado jornalista Mário Crespo, depois, o outro, das conversas privadas ,agora públicas, de dois ou três envolvidos no processo da "Face Oculta", não ajudam à construção da imagem de seriedade deste Governo, porque se pode pensar que ele se movimenta directa, ou indirectamente, para controlar órgãos de informação importantes, o que não é aceitável em Democracia .

Recordo que há vinte e quatro anos, em 1986 também houve um braço de ferro idêntico, num orçamento com Cavaco .
Então, os grandes pontos de divergência, eram a redução dos impostos, e o preço dos combustíveis. Nessa altura o ministro da economia era Miguel Cadilhe cuja intervenção parlamentar foi considerada pela oposição de "violenta" e um "ultimato" ao Parlamento.
Quatro dias depois, Cavaco fez uma comunicação oficial ao país, declarando que a Assembleia da República tinha invadido uma área da competência do Governo.

Hoje, todos percebemos que em Portugal abundam os políticos, mas sobretudo precisamos de seriedade, tanto quanto faltam os estadistas que ponham o bem público acima dos partidos e dos interesses pessoais, e é isso que faz falta, urgentemente, neste momento crucial, da nossa história recente.

Chega de injustiça e ladroagem. É tempo de levantarmos a voz. Não se trata já de política. Trata-se de justiça, solidariedade, honestidade, amor à Pátria. Que é feito de nós?

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