Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ainda o Mário Crespo

Achei que, apesar de tudo, não seria de dizer que o homem tem os parafusos desapertados.
Mas depois fiz uma pesquisa na internet para ver se encontrava o tal artigo em que ele conta a historia e fui ter a um artigo dele no JN com o título “O palhaço”.
Aí percebi que, de facto, a postura do senhor não é só ódio ao Sócrates… Experimenta ler…

Vindo do Bom Vivant

“E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.”
(vindo de Mário Crespo no JN)

Temeroso o Mário?
Não. Ele sabe, somente, as linhas com que se cose e as alianças que arranja para se proteger. Ele sabe os insultos que espalha, venenosamente pelo ar, impunemente, pois está, (sabe-o), a abusar de um direito que lhe assiste – o de expressão – para fazer a sua política. E a razão do seu cacete está bem patente no texto que publicou no JN, livremente, sem pressões, com o titulo “O Palhaço” e que acima cito.

Acima cito também a verdadeira razão da zanga do Mário - as nacionalizações dos bancos, BPP e BPN, que privados que eram abusaram dos seus clientes, deixando-os no estado em que estão. Culpa da situação, segundo o Mário?
Dos administradores que tudo fizeram para viverem à grande e à francesa com as contas dos Clientes, com a compra e venda de empresas off-shore à custa das contas dos clientes?
Nop!
Culpa do primeiro ministro, culpa do governo, culpa do PS, culpa do socialismo.

(Se tivesse o governo seguido a linha neoliberal – deixar fechar o banco e arrastar com este fecho mais dois ou três e de seguida deixar estalar a crise financeira, totalmente, em Portugal, o Mário, claro, acharia bem – vive dos dinheiros públicos, dos impostos do Estado, de empresas publicas, à fartasana, sem nunca se queixar, quer lá saber da economia de mercado! Os Clientes dos Bancos em causa é que nada veriam das suas contas…nem os portugueses, para além de mais e mais crise)

O Mário que se recusa a aceitar que, no país, exista quem sabe o que dói uma crise, e que, por isso, sabe que a estabilidade, a boa gestão, o controlo das contas publicas, o incentivo adequado, pelo Estado, à dinamização da economia, é essencial.

Como é essencial, claro, a penalização dos ladrões, ilusionistas como o Mário, de avião para a reforma, de passeatas por bancos cabo verdeanos internetianos, de gentinha que se sente impune e protegida por ser filha de... Infelizmente só está sob prisão um banqueiro e é tal a razão da zanga de muitos portugueses, pois, na verdade, sabe a pouco, em nome da Justiça.

E não é por achar mal que existam banqueiros, nada disso, os bancos são as veias onde corre o sangue da economia, a moeda, gostem ou não os BE, e os PCP que não querem aprender com a derrocada da URSS e filhotes respectivos. Os Banqueiros são essenciais nesta economia. Mas, já o diz a Bíblia, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico chegar ao reino dos Céus. E não diz que é impossível ver o rico no reino dos céus, diz somente que tal é bem difícil. Porque a responsabilidade deles é grande, pois as vantagens deles grandes são, é fácil vê-los a cair na avareza, na luxúria.

Desta forma há que recordar aos Banqueiros as responsabilidades que têm. E não foi o caminho que o Mário seguiu. O Mário seguiu o caminho da facilidade, do insulto, para proteger os Ricos, fingindo não o fazer.

O Mário insultou, abusou, e esperava o quê?
Festinhas nas costas?

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