A primeira vez que visitei àfrica datava do ano de 1995. Fui a São Tomé e Principe. 1 mês intenso de calor, cheiros e texturas nunca então experimentadas. Voltei a Áfica em 1998, a Moçambique, sensivelmente depois de ter acabado a Universidade naquela fase da minha vida de voluntariado e acreditava bem mais nas causas e nas pessoas do que agora.
Moçambique não se esquece.

Moçambique tem um odor e um toque que entranha e nunca mais se desentranha. Tem relações ocasionais densas. Tem olhos sinceros. Tem crianças e adultos ávidos de aprender, aprender, aprender. Mas eu aprendi mais do que eles. Em que fui numa acção humanitária para Maputo com a finalidade de dar aulas de computadores (as utupias europeias) e acabei nas aldeias próximas a fabricar brinquedos com as cranças das escolas rurais.
Moçambique fazia-me lembrar o Alentejo em escala maior.
E foi a vaguear pela net, à procura no google das árvores moçambicanas, numa tarde absolutamente caótica em Aveiro de chuva e vento que encontrei um blog quase privado à papo seco. Bebi-o de uma vez. Com um brilhosinho nos olhos. As descrições, as (minhas)saudades, os detalhes, a "inveja" (que é um sentimento muito feio mas eu tive-o) por haver ainda alguém que pode ir até lá ou a inveja de alguém que pode largar tudo para ir para lá.

Depois, como a Su me ensinou, voltei a "olhar para reparar". Parecia mágica. Com tanta gente a ir a Moçambique trabalhar, vou logo dar com o "abraço" da matilha que aparece não sei vindo de onde sempre na minha "vida virtual" e troca-me as voltas todas. Guardei o link da sua passagem por Moçambique aqui neste blog, porque eu passo a vida a perder as coisas e a minha lista de favoritos é tão extensa que já não encontro lá nada. Porque o que me interessa é saber, reviver, renamorar Moçambique. E o rapaz escreve bem para caraças!

As três fotos que puz aqui são de Pemba. A seguir é de maputo


(Árvore Embondeiro)
Tenho de ir ao meu arquivo pessoal (álbuns fotografia, digitalização, etc). Já sei o que vou fazer esta noite para além de acompanhar o caminho da vitória do meu primo emprestado Filipe no Ídolos.ehehehe
Que bem que me fez aquele blog!
Olá Sweet!
ResponderEliminarGostei de ler a sua história sobre África. E fiquei muito curioso desse blog que tanto a encantou a falar sobre Moçambique. Conheço São Tomé tão bem como conheço Portugal pelos cantos e recantos, mas ainda não fui a Moçambique. E, por enquanto, vou viajando até lá pelos blogs que me falam dessa terra e me inspiram confiança no que dizem. Eu gostei da sinceridade como falou das utopias dos europeus com as ajudas humanitárias...
Beijo,
Alexandre Correia
Obrigado por sua visita.
ResponderEliminarTenho recebido algumas propostas de trabalho para Angola e com isso, tenho descoberto algumas maravilhas daquela lugar.
Beijos