Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Sou o único criminoso que não há-de tornar ao local do crime, e se um dia tornar encoontrá-lo-ei vazio como uma feira desarmada, com pontas de cigarro por aqui e por ali, as luzes apagadas, e o papel que embrulha as sanduiches dos que se cansaram de esperar levantado pelo ventinho que sopra onde não existe mais nada. Procura-me entre as palavras para saber quem sou e não farei nunca um bom lugar de carreira de funcionário da modestia, quanto mais não seja porque a única seriedade que concebo é aquela que permite todas as fantasias"
António Lobo Antunes

Quando me pergunto o que fiz da minha vida suponho que devia antes perguntar-me o que fiz da vida dos outros. Como só encontro paz quando estou em guerra comigo não lhes trouxe certamente nem segurança nem felicidade.

E continuo a procurar nos herbários dos álbuns os sorrisos que amei, na esperança que me perdoem não escolher a vida pela ementa e escrever romances de desventuras onde as minhas personagens são desenhadas a carvão de passo desconcertado a caminho da saída. Isto e o sopro do búzio que uma vez trouxe da praia e que quando o encosto ao ouvido em vez de escutar a voz do mar, oiço alguém a lebvar-me para longe, para onde ninguém pode encontrar-me e que suspeito ser um berço no verão de 68, em Sintra, debaixo de uma acácia.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Sweet messages