Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

sábado, 27 de junho de 2009

Reflexões

Eu só quero estar
Aonde não estou
Eu só quero ir
Aonde não vou


António Variações

Andamos toda a vida à procura de qualquer coisa, de muitas coisas, de uma pessoa. Há um estimulo de procura que nos faz correr, até chegar ao nosso objectivo. Mas por vezes, temos tudo na mão e deixamos fugir. Porquê?

Idealizamos um perfil, uma presença, um conjunto de atitudes, um tipo de personalidade. Lutamos para o obter, corremos sem descanso, damos o nosso melhor, planeamos uma estratégia, melhoramos as nossas capacidades até ao objectivo final. Uma vez alcançado este, desacansa a guerreira à sombra da conquista, que lhe não merece já a mesma atenção. Uma vez alcançada começamos logo a perde-lo.

Este jogo entre a procura e a posse, entre a conquista e o repouso, entre a sedução e o hábito, é responsável pela agitação ou calmaria de muitas relações. E, se há quem prefira navegar em águas tranquilas, muitos há que encontram o equilibrio no instável, no perigoso, no imprevisivel mar ondulado das vagas.

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