Os homens são como a casa de banho — ou estão ocupados, avariados ou não têm fechadura na porta.
Cada vez que me aproximo de um homem, procuro nele a minha redenção e o meu regresso à normalidade da vida. Não fui eu que criei este mundo feito para casais, onde me sinto amputada e em falta. Não quero ter um homem, a mim dava-me mais jeito uma pessoa.
Queixo-me que cada homem que se cruza no meu caminho sentimental procura um nível de frescura que nenhuma mulher pode oferecer depois dos 30 anos, a não ser que pertença à categoria das tontas. E cada vez que eu passo na vida de um homem, procuro a perfeição na paixão e no amor do dia a dia que nenhum homem na casa dos 30 ainda tenha, a não ser se for um "Peter Pan". Aqueles que não cresceram.
A vida marca-nos a todos. Sinto o medo da solidão de quem em mim confia e a falta de afecto que passou a fazer parte dos dias de quem achava que tinha um projecto para a vida toda. Agora, vou com frequência a jantares só com mulheres, onde só se fala de homens, numa pungente demonstração que os ausentes fazem muita falta. Os homens não celebram assim a solidão, mas têm rituais de ausência. Em silêncio, assisto ao dilacerar destas inquietações, ao sangue oculto destes conflitos. E muito raramente assisto a uma reconciliação.
O meu projecto contemplava o amor da minha vida, a ideia de envelhecer junto com alguém. Afinal... a vida não passa mesmo só de uma inquietação.
entendo perfeitamente! adorei o post!
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