
Ai como vão altas as minhas árvores e continua azul o céu que ficou delas. E eu sem coração nem companhia para as contar ou descrever. Em menos de um mês perdi a cabeça, a boca e os braços. Lá fora, só as árvores. No céu, acredito que haja amor e amizade a mais, mas já nem consigo lê-lo. Já não consigo vê-lo, nem olhar para além dele, para as pessoas e para os lugares onde eu, contra minha vontade, continuo a estar.
Em menos de um mês perdi mais de mil dias de felicidade. desperdicei o meu desespero em ninharias, a minha saudade em gente que mal cheguei a conhecer, o meu cíume em nada. Como areia desfazendo em água, deitei-me a perder e o amor caiu-me nas mãos. Ou terá sido, das mãos? Esqueci-me de lhes prestar atenção. Fiei-me na verdade da minha alma e na grandeza do meu coração mas não me dei ao trabalho de mostrá-las a quem queria mesmo vê-las!
Ai as árvores contra o céu, como a minha tristeza contra o mundo, como o meu coração parado à tua espera, perdido no meio do teu. De que serve ser tão alto e tão puro se já ninguém nos pode ver?
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