Eles seguem-me, mas eu não faço puto de ideia para onde estou a ir...

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Embora doa

Não dou grande importância a nada, as coisas acontecem à minha volta como um sopro de vento. Como se cá dentro tivesse todas as respostas de que preciso e mesmo sabendo que posso contar com amizades fantásticas, é preciso que seja eu a minha melhor amiga para continuar a acreditar.
Julguei que tinha perdido a vontade para sempre. A vontade dos dias de sol. A vontade dos sorrisos. A vontade do ruído. A vida é o ruído que nós lhe damos, mesmo no silêncio da paz que sabemos inventar.
Finjo que só o tempo presente conta, e que o futuro vai ser uma janela aberta de coisas nunca imaginadas. Aquelas que eu amei, não sei que vento os dispersou no mundo...
Não sei se vou recuperar o que for. Não sei se se recupera o que se perdeu para sempre. O meu peito tornou-se, aos poucos, um sitio mais simpático, com menos raiva, com a dor mais localizada, com a tristeza no sitio certo.
O tempo não cura nada, mas dá uma dimensão menor à dor que se vai aninhando numa parte sombria de nós, sem consolação.

sábado, 28 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma canção

Ele: Estou?
Ela: Sim?
Ele: Sou eu... estás a ouvir-me?
Ela: Sim
Ele: Na rádio está a passar aquela música que tu gostas tanto e lembrei-me...
Ela: Sim...
Ele: Era só isso. Vou desligar.

"So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows it would be the first time"

(The Smith)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dias Felizes








Foram os melhores anos. 1990 e troca o passo. Foram anos seguidos a ir para Vila Nova de Mil Fontes todos os Verões. Era a minha malta, que acordava ao meio dia, ía para a praia perto da noite e passava as noites no sudoeste. Lá quando se arranjava mais carros (na altura só a Inês guiava) íamos felizes ao Alexander's em Santiago do Cacém.
Volta e meia subíamos o rio mira. Levávamos o dia todo naquilo, com mergulhos minuto sim, minuto sim na água. Como só tínhamos um barco a motor e um barco daqueles de borracha com motor fraquismo, subíamos a passo de caracol... Mas não tínhamos pressa. Quando chegássemos chegávamos.
Aqueles almoços com a minha irmã no restaurante de madeira lá no fundo, com um peixe como nunca comi em lado nenhum.

Tenho saudades desses tempos em que as minhas preocupações passavam só pela altura em que tinha que regressar a Lisboa para fazer as cadeiras que tinha deixado para Setembro, ou a paixoneta que tive pelo DJ da discoteca. Quando ele metia aquela canção dos Herois del Silêncio "Entre dos tierras estás" era a única coisa que vibrava o meu coração. E a paciência dele, que já naquela altura eu entrava em parafuso com as paixões não muito bem correspondidas. (Se a Cláudia lesse este post, perguntava-lhe se ela se lembrava da vez em que eu antes de ir lá, passamos uma tarde de rabo para o ar no jardim botânico à procura de um trevo de 4 folhas - que eu ía dar-lho para lhe desejar sorte. Só que depois não tive coragem e no final da noite foi lá ela dar-lhe o trevo.)

O Tiago ainda era vivo. O Rafa também. A Liliana também. O meu pai também. Já tinha passado pelos Diabos vermelhos, mas ainda não sabia bem que aventura era essa dos Rapazes sem nome. Ainda não conhecia o Pedro. Nem o Mário. E não fazia a mínima ideia que havia anjos no inferno. Ainda acreditava que a felicidade existia e estava ali naqueles Verões e que aquela malta ía ficar junto a mim para sempre. Todos os Verões.

Só de olhar para mim nota-se a diferença. Este olhar perdi-o algures e se alguém o reencontrar, devolva-mo. Está a fazer-me falta.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Soledad



"Soledad, antes que o sol se vá
Como um pássaro perdido
Também te direi Adeus
Soledad, Soledad
Também te direi Adeus

Terra, terra morrendo de fome
Pedras secas, folhas bravas
Ai quem te pôs esse nome?
Soledad, Soledad
Sabia o que sei, palavras...

Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás nos olhos negros
Soledad

Indiazinha, Indiazinha tão sentada
Na cinza do chão deserta
Que pensas, não pensas nada!
Soledad, Soledad
Que a vida é toda secreta

Como estrela,
Como estrela nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad, Soledad
Nem depois não virá Deus

Pois só ele explicaria
A quem teu destino serve
Sem mágoa, nem alegria
Um coração tão breve

Também te direi Adeus!
Soledad!"


"Soledad" dos Amália Hoje

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu brinquei na rua

Fazer de uma azeda a flor mais saborosa do mundo... que saudades... e o que mais gostava era de ver a cara do pessoal quando o sabor lhes chegava à boca... :) Grandes caretas... Grandes tempos



O Baloiço. No inicio tinha medo, mas um dia o meu primo empurrou-me com tanta força que aquilo depois começou a tornar-se um vicio. Dava um friozinho no estômago.



O jogo do mata era o meu delírio! É uma das melhores recordações do Externato Paula Vicente!



Nunca tive jeito para colocar la o prato!



Baldava-me às aulas para ir jogar matraquilhos. Não queiram saber as técnicas que tinhamos para jogar sem pagar ;)



Bonecas de papel. Passava horas a recortar e a vestir as minhas bonecas. E depois tinha a sorte que tinha uma prima que as desenhava na perfeição e fazia os seus próprios modelos. Era outra distracção para a praia.



O Prego. Eram horas infinitas na praia a brincar ao prego na Praia Grande.



Quantos queres? Acho que todos nós demos seca aos mais velhos com este jogo...



O jogo da Macaca. Passava horas nisto no Mucifal com os meus primos.



O Berlinde (eu era uma batoteira de primeira)



O Peão ensinado pelo meu tio alentejano



O mítico carrinho de rolamentos, onde esfolávamos os joelhos, cotovelos e tudo o resto... era só preciso haver uma rampa ao fundo da nossa rua



Jogo do elástico


Brincar na rua é a saúde da alma ... e infelizmente os nossos miúdos não terão uma alma tão saudável ... as partidas de rua essas ... ficam mesmo pelo computador ... nintendo & PSP

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Saturday Night

Waiting
For the telephone to ring
And I'm wondering
Where she's been
And I'm crying
For yesterday
And the tap drips
Drip drip drip drip drip drip drip drip




Sabes, hoje não, mas houve tempos em que ouvia isto vezes sem conta... umas vezes ria, outras chorava... mas gostava sempre. Eu até me sentava na "in the kitchen sink"... estes poemas musicais, ouvidos com a música são outra coisa... sem dúvida.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Oh tempinho volta lá para trás




Aiiiiiiiiii eu quero ir sábado à Kaxaça! Tantas recordações. Entre 2000 e 2003 era sempre a bombar para a Margem Sul! Oh tempinho volta para trás! Ohh a Cláudia já casou e tem um filhote, o Filipe também, e eu , e eu... aiiiiiiiiiiiii eu quero ir à Kaxaça. Mas não tem de ser este sábado. Lembrei-me porque bati com os olhos num poster de uma party qualquer. Havia um caminho que eu sabia de cor, Lisboa (liceu Camões), Moita (Freira Bar) e acabar a noite no Kaxaça.

Que saudades! Oh tempinho volta para trás... volta lá para os anos em que fui feliz só porque existia e porque não tinha vida própria, e porque desligava muitas vezes o descomplicador... Oh tempinho leva-me de volta ao Kaxaça!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nostalgia



Hoje acordei a pensar nesta música dos papa roach. Lembrei-me logo deste mini clip do ratacups. Nostalgia destes tempos. Do encontro louco no Parque das Nações com o ricardo de chelas, a joana, o jonhhy da amoreira, do fred e da joana, do pedro, do ... já não me recordo o nome. Da ida ao piquenique, da 24 de julho e do bêbado e da policia e nós a filmarmos tudo, do fórum, do 1º fórum dos pikansos, do irc, das tardes intermináveis a falar no msn com um puto que me deu a maior tanga de quase todos os tempos.
Saudade de vibrar com as corridas, com o ambiente, de beber as historias deles, de todos, das fugas à policia, das lições de street, de tudo... saudades desse tempo em que parecia que tudo estava encarrilado para tudo dar certo, mas que eu sabia e nunca quis admitir que aquilo não era o meu mundo. Eu queria que fosse. Eu queria muito, mas não era. Por isso a ordem natural das coisas falou mais alto e a vida afastou-me naturalmente dos "pikansos". Mas deixa saudade. Há musicas que marcam e os Papa Roach é uma delas. Ainda hoje não oiço esta música sem ver carros e ponte do Vasco da Gama à frente.

Isto vai ficar sempre comigo. Mal eles sonham quanto! ehehehe